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Ed. 1128 de 20-03-2016

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O Ilhavense - Breve Resenha Histórica

O Título “O Ilhavense” como publicação com caracter regular foi dado à estampa em 20 de Novembro de 1921, sob o lema “Por Ílhavo”.

Foi seu fundador o Prof. José Pereira Teles que, desde muito jovem, ainda seminarista, revelou a sua inclinação para o jornalismo. De tal forma que, em férias, manuscrevia e fazia circular: Em 1905 “O jardim”; em 1906 “O Amor” e em 1908 “A Violeta”, ano em que, conjuntamente com M. S. Chuva e M. M. Damas publicaria também um número único com o Título “O Ilhavense”, impresso, suplemento ao manuscrito “A Violeta” tendo, ainda nesse ano, publicado o “Sirene”, manuscrito.

Em Outubro de 1910 ajudou a fundar o jornal impresso “O Brado”, de que também foi director, projecto que sobreviveu durante quase dez anos. Finalmente, em 20 de Novembro de 1921 e «porque O Brado não tinha mais condições financeiras para continuar», segundo notícia inserida naquela época naquele periódico, o Prof. Pereira Teles concretizou o seu “velho sonho”, dando ao prelo o Título “O Ilhavense” que, desde então, apenas teve uma pequena interrupção de oito meses - período compreendido entre Dezembro de 1975 e Julho de 1976.
Inicialmente Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, a empresa proprietária do Título “O Ilhavense” é transformada, em 30 de Dezembro de 1975, em Sociedade por Quotas, passando então a denominar-se por Telecal-Empresa Jornalística, Lda.

Em 01 de Agosto de 1976, devido à vontade indómita de Francisco Sacramento e de uns quantos ilhavenses que o acompanharam no empreendimento - Padre Vitor José Mónica de Pinho, José Manuel Carrancho do Sacramento, João Vitorino Ferreira Parracho, João Pereira Teles, Mário Ferreira Senos, Manuel Augusto Oliveira e Silva, Samuel Marques de São Marcos, Padre Sebastião António Rendeiro, João Domingues Fernandes de Oliveira e Amadeu Simões de Pinho e, provavelmente, mais alguns -, “O Ilhavense” dá início à sua II Série mantendo, desde então, a sua publicação ininterruptamente.

Semanário desde 20/11/1921 até finais de 1975, altura em que sofreu a sua única interrupção, ressurgiu como Trimensal e assim se manteve desde 01/08/1976 a 01/12/1978, depois, Quinzenário de 01/01/1979 a 15/12/2000 e, finalmente, Trimensário desde 01/01/2001 até à presente data. É publicado aos dias 1, 10 e 20 de cada mês.

Trata-se de uma Publicação de carácter essencialmente regional e regionalista, fiel ao seu principal escopo (desígnio), isto é, espelho da vida local quer noticiando os principais factos ilhavenses, quer traduzindo os legítimos anseios dos seus autóctones e íncolas e/ou pugnando pela solução de todos os problemas que possam interessar à vida local, quer ainda, pondo em evidência os nomes e obras dos Ílhavos sem, todavia, descorar os temas de carácter nacional ou internacional com especial relevância na vida dos Povos.

Trimensário Independente, “O Ilhavense” é um jornal aberto a todas as correntes de opinião que nas suas colunas se apresentem com honestidade, deixando, assim, a um ideário pluralista, vasto campo para se manifestar e, na dependência e responsabilidade de cada signatário dos artigos que dá à estampa, o ideário próprio de cada um ou por cada um expresso.

Respeita, como sempre o fez, os princípios deontológicos e a ética profissional. Tem por sagrado a boa-fé dos seus leitores e, por isso, põe o maior escrúpulo na informação que lhes faculta.
Com uma tiragem média de 9.000 exemplares/mês (3.000 por edição), “O Ilhavense” chega a todo o Mundo onde se encontram radicadas as comunidades ilhavenses, destacando-se, de entre elas e pelo número de exemplares enviados, as comunidades dos Estados Unidos da América, com maior incidência nas de New Bedford, New Jersey e Califórnia. São igualmente destinos privilegiados, Brasil, Canadá, Alemanha e França, onde este periódico é também considerado “carta de família” que de 10 em 10 dias, pontualmente, entra nas casas dos emigrantes ilhavenses e alguns de outras origens.
Directores desde a fundação: José Pereira Teles, de 20/11/1921 a 14/03/1973, data do seu falecimento; Mário Rocha, de Abril de 73 a Dezº75 (interrupção de Janeiro a Agosto de 1976); Vítor José Mónica de Pinho de 01/08/76 (início da II Série) a 01/05/79; Célio Fernandes Salvadorinho de 15/05/79 a 01/11/80; António Francisco Neves Vieira de 15/11/80 a 15/10/97; José Manuel Torrão Sacramento a partir de 01/11/1997.

“O Ilhavense” nasceu e continua a cumprir-se “Por Ílhavo” – seu lema de sempre.